Domingo, 20 de Julho de 2008
27/02/2008 - Críticas

Natália Cirelli
Colunista do Cineskópio


O Caçador de Pipas, best-seller do afegão Khaled Hosseini narra memórias de seu país natal durante a pré-invasão soviética (1979), conforme suas experiências pessoais. Baseado no livro, chegou ao cinemas a versão cinematográfica – que se comparada ao livro, deixa a desejar em alguns pontos, principalmente nos detalhes a mais contidos no livro.

Toda a história gira em torno de Amir, um garoto covarde e também contador de histórias que nasceu e viveu a infância no Afeganistão. Sua mãe havia morrido durante o parto e sua relação com o pai não era das melhores. Porém dentro de casa ele possuía a amizade de Hassan - um grande caçador de pipas.

Hassan, por sua vez, é empregado da família de Amir, sendo muito bem tratado por ele e seu pai, Baba. Durante todo o decorrer do filme, Hassan demonstra uma verdadeira amizade e fidelidade por Amir, muitas vezes sendo humilhado e passado por situações difíceis para defender ou protege-lo - o que não era recíproco por parte de Amir.

Após alguns acontecimentos, o garoto Amir e seu pai deixam o Afeganistão, partindo em direção ao Paquistão e mais tarde para os Estados Unidos, já que o regime soviético era uma ameaça para a família de Amir.

A partir daí, pai e filho constroem uma nova vida em terras americanas, perdendo o contato com amigos e parentes no antigo país. Porém, mais tarde Amir recebe uma ligação de Rahim Khan, amigo de seu pai, que pede para que Amir volte para o Afeganistão.

De volta à sua terra natal, Amir encontra um país completamente diferente daquele que vivera durante a infância. Ao se encontrar com Rahim Khan, este lhe conta um importante segredo que seu pai havia escondido e também lhe entrega uma carta escrita pelo velho amigo Hassan – o que muda a vida de Amir.
 
Um romance sombrio, onde o personagem central tenta reparar a covardia de sua juventude, mesmo em um ambiente destruído e abalado por guerras-civis. História envolvente e crítica que nos mostra os aspectos sociais, políticos, religiosos do Afeganistão – um país atrasado, tomado e apropriado pelo Talibã, destruído em todos os aspectos, mostrando que há muito tempo pessoas vem lutando contra a violência e desordem que domina o país.


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